O futebol brasileiro está em festa. E não é para menos. Neste domingo, dia 3 de fevereiro, Zico completa 60 anos de vida.
Nascido em Quintino Bocaiúva, no Rio de Janeiro, Zico iniciou sua trajetória no futsal do Flamengo, em 1967, aos 14 anos de idade. Pouco tempo depois, em 1971, estreava entre os profissionais do rubro-negro. Prodígio que era, logo cativou a massa flamenguista com seu futebol lépido, de chutes, passes e dribleas cirurgicos. Nascia ali um ídolo para toda a eternidade.
Zico era figura unânime no Flamengo, mas ainda faltava um grande feito na carreira para se consolidar de vez no futebol brasileiro e mundial. E o esplendor veio em 1981. Ao lado de Junior, Leandro, Raul, Nunes e generosa companhia, Zico arrebatou a Libertadores daquele ano após bater, na final, o Cobreloa-CHI e, poucos meses depois, o Mundial de Clubes, ao derrotar por incontestáveis 3 x 0 o poderoso Liverpool, no Japão. A história já estava escrita.
Zico ficou no Flamengo até 1983, quando se transferiu para a Udinese, da Itália. Embora não tenha reproduzido todo o futebol que o mitificou no Fla, Zico levou o modesto time de Udine a um outro patamar. Em 1985, após 19 jogos e 56 gols, o Galinho deixava a Itália para retornar ao Flamengo.
Nessa nova passagem, que durou até 1989, Zico assistiu à transição para uma nova geração que emergia no Fla, capitaneada por Zinho, Leonardo, Djalminha e Marcelinho Carioca.
Em 1991, Zico acertava a sua ida para o Kashima Antlers, do Japão. Em três anos defendendo o time, ajudou a revolucionar o futebol no país, ainda incipiente à época. A veneração por Zico foi tanta que a federação japonesa apostou no Galinho para técnico da seleção local na Copa de 2006. Até hoje, Zico é lembrado com profunda admiração pelos japoneses.
Outro capítulo brilhante na carreira de Zico foi a seleção brasileira. Com a camisa verde e amarela, foram 72 jogos e 52 gols em 13 anos de serviços prestados (de 1976 a 1989). Jogou ainda as Copas de 1978, 1982 e 1986. Em 1982, era um dos pilares do time que encantou o mundo, mas parou frente a Itália, que seria mais tarde campeã mundial.
No Fla, seu time de coração, Zico anotou nada menos que 509 gols em 703 jogos. Em 23 anos de carreira, foram mais de 800 bolas na rede.
Nos últimos anos, Zico dedicou-se à carreira de técnico. Trabalhou em times como Fenerbahçe-TUR, CSKA Moscou-RUS e Olympiakos-GRE. Está inativo desde 2012, quando deixou a seleção do Iraque.
