O Superior Tribunal de Justiça de Desportiva (STJD) negou o pedido feito pelo Vasco de impugnação da partida do último domingo, contra o Atlético-PR, válida pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com isso, não haverá julgamento e a vitória do Furacão por 5 a 1 é mantida, confirmando o rebaixamento do Vasco para Série B.
Em breve contato com a reportagem, a advogada do Vasco, Luciana Lopes, confirmou que o pedido do clube foi negado. Mas o clube cruz-maltino ainda possa fazer um pedido de reconsideração.
O Vasco pretendia obter os três pontos da partida na Arena Joinville. O Cruz-Maltino se baseia no artigo 19 do regulamento geral de competições da CBF, que prevê que o jogo só pode ser interrompido por até 60 minutos. Devido a barbárie entre torcedores de Atlético-PR e Vasco, o jogo ficou paralisado por 71 minutos. Caso tivesse sucesso, o Vasco se livraria do rebaixamento e empurraria o Criciúma para a degola.
Na próxima sexta-feira, Vasco e Atlético-PR ainda serão julgados devido a confusão da Arena Joinville.
Os dois clubes podem perder até 20 mandos de campo, além de multa de até R$ 100 mil. As Federações Paranaense e Catarinense, além do árbitro Ricardo Marques Ribeiro (MG), também serão julgadas.
Advogada do Vasco se mostra surpresa: 'Não esperávamos uma decisão dessa'
Após o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Flávio Zveiter, negar o recurso do Vasco para impugnar a partida contra o Atlético-PR, do último domingo, a advogada do clube na causa, Luciana Lopes, se mostrou surpresa e afirmou que vai tentar dos modos possíveis fazer valer a interpretação do clube quanto ao regulamento do Campeonato Brasileiro.
- Eu confesso que fiquei bastante surpresa. Não esperávamos uma decisão dessa. E agora vamos nos reunir, pois iremos tentar um pedido de reconsideração ou um mandado de garantia. O que o Vasco quer é que essa impugnação de partida seja levada a julgamento, e entendemos que não há motivo para que a decisão seja monocraticamente. O código é bem claro: existem os motivos pelos quais a impugnação pode ser indeferida de plano, mas nós entendemos que não. O recurso foi intempestivo (interposto no prazo), as custas foram recolhidas, os pressupostos processuais presentes. O presidente do STJD disse que não havia justa causa para a impugnação, era livre arbítrio do árbitro continuar a partida. Ele entra no mérito para indeferir, mas entendemos que não. Tenho certeza que ele (Flávio Zveiter) vai reconsiderar isso - disse Luciana à Rádio Tupi.
O Vasco pede que a partida seja impugnada argumentando responsabilidade do clube mandante e do árbitro do confronto pela paralisação de 71 minutos em decorrência da briga entre torcedores.
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