Produzir jogadores é também especialidade do atual campeão espanhol. A diferença para o rival Barça está no destino dos atletas
Quando o assunto são categorias de base na Espanha, logo se pensa em Barcelona. O clube virou referência na produção de jogadores graças a uma geração vencedora quase toda montada em sua cantera.
Carvajal: criado na base do Real em ação no Bayer Leverkusen
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Bestphoto Agency
Com o Real Madrid ganhando manchetes pelas contratações galácticas, a impressão é de que, enquanto o Barça é um berçário de craques, o time merengue é um deserto de talentos.
A realidade não é bem assim. Há 38 jogadores formados no clube atuando na primeira divisão espanhola e outros 39 espalhados em importantes ligas europeias, entre eles Juan Mata, do Chelsea, e Daniel Carvajal, do Bayer Leverkusen. Na última temporada, o Real Madrid teve 14 atletas convocados para as seleções de base da Espanha (da sub-16 à sub-21). Além disso, só nos últimos dois anos a venda de jogadores lapidados em Valdebebas rendeu 25 milhões de euros aos cofres do clube.
O que diferencia os dois maiores rivais da Espanha é o aproveitamento de seus próprios jogadores.
No elenco atual do Real, apenas oito dos 25 atletas passaram pela base. Desde que assumiu o time, o técnico José Mourinho, por exemplo, só deu chance a 12 pratas da casa. A lógica do presidente madridista Florentino Pérez é de torrar o que for preciso para montar uma equipe competitiva e midiática.
Contando sua primeira passagem (2000-2006), já gastou quase 1 bilhão de dólares em reforços. Iñaki Beni, que foi técnico da base por oito anos, defniu recentemente, em entrevista ao jornal El País, como é dura a vida de um garoto na base do clube. “É mais fácil virar astronauta que chegar à primeira equipe.” Mas os talentos estão lá.
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