Em entrevista à revista do jornal francês 'L`Equipe', ex-atacanterasga elogios a Zidane, ao Real e à Seleção de 2002 e revela: 'Foi umalívio parar'
Membro do conselho de administração do Mundial de 2014, Ronaldo nãotocou no assunto Copa do Mundo do Brasil em entrevista à revista dojornal francês “L`Equipe”. Outra edição do torneio, no entanto, foi umdos principais temas da reportagem. Mais uma vez, o Fenômeno teve dedar explicações sobre a derrota para a França, por 3 a 0, na decisão daCopa de 1998. Ronaldo disse que o time francês foi "simplesmentemelhor" e contestou a enorme cobrança dos “exigentes” torcedoresbrasileiros.
- Os brasileiros não digeriram essa derrota para França na final doMundial de 98. Eles (brasileiros) são tão exigentes, que perder umafinal de Copa do Mundo não é aceitável. Portanto, temos de encontrarrazões, desculpas, e um culpado. Eu não estava no meu melhor, mas nãohá nada a dizer. A França foi melhor naquele dia. É simples assim –disse o Fenômeno, ao “L`Equipe”.
Na decisão da Copa de 1998, Ronaldo, então principal jogador daSeleção Brasileira, sofreu uma convulsão horas antes da partida noStade de France. O jogador ficou de fora da primeira escalaçãodivulgada mas, aparentemente recuperado, entrou em campo com o timebrasileiro e disputou todo o jogo. Com uma atuação apagada, assim comotodo o escrete brasileiro, o jogador foi muito contestado após acompetição.
Quatro anos depois, porém, o Fenômeno redimiu-se e ajudou o Brasila conquistar a pentacampeonato mundial, na Copa de 2002. Aquele time,inclusive, foi apontado por Ronaldo como um dos melhores em que jogou,assim como o “galáctico” Real Madrid.
- Gosto de lembrar da minha primeira temporada no Real Madrid(2002/2003), com Zidade e os “Galácticos”. Éramos capazes de vencer umapartida a qualquer momento. Foi uma sensação muito agradável. Foi assimtambém com a Seleção Brasileira, na Copa de 2002, quando tínhamos acapacidade de ganhar quando queríamos. Estas são as duas equipes em quefui mais abençoado em jogar – frisou o Fenômeno, que conquistou oCampeonato Espanhol e o Mundial de Clubes em seu primeiro ano em Madri.

E foi no time "Merengue" que Ronaldo mais impressionou-se com umjogador. Segundo o ex-atacante, Zinedine Zidane – algoz na Copa de 1998e companheiro de Real Madrid anos depois – foi o atleta mais talentosocom quem conviveu. Entretanto, outro jogador, bem menos conhecido, foiapontado por Ronaldo como o melhor companheiro dentro de campo.
- Aquele que mais me impressionou, o mais talentoso, sem dúvida foiZidane. Mas quem me deu mais gols com assistência foi (o belga) LucNilis, no PSV Eindhoven. Fiz a esta com ele.
Por fim, Ronaldo falou sobre a aposentadoria e descreveu como um “alívio físico” ter deixado o futebol profissional.
- Eu queria continuar jogando, mas não poderia. Obviamente, sintofalta de jogar aos domingos, sentir a pressão dos torcedores e ouvir oestádio gritar depois de um gol. De qualquer forma, agora o meu tempo épreenchido com o meu novo negócio (é sócio da “9ine”, agência demarketing esportivo). Eu realmente não tenho tempo para sentirsaudades. Mas do ponto de vista físico, foi um alívio parar. Foi umalívio físico. O futebol continuará a ser a minha grande paixão, mastive que parar porque meu corpo estava exausto.
