Especial "São" Marcos, tudo sobre a carreira do idolo Palmerense

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Veja em fotos todos os momentos da carreira deste idolo Palmerense,leia alguns "causos" da carreira deste atleta e homem de caraterinduvidavel, valhe a pena ler até o final!









Clique no ano para relembrar os feitos do goleiro

Veja um video com as principais defesas do goleiro:




 

Algumas histórias que testemunhei de Marcos. O melhor goleiro e o melhor caráter que vestiu a camisa do Palmeiras…

AE Algumas histórias que testemunhei de Marcos. O melhor goleiro e o melhor caráter que vestiu a camisa do Palmeiras...
O único motivo de orgulho do palmeirense dos anos 2000 acabou.


E da maneira mais deprimente possível.

Como virou marca registrada do clube, sem festa, expectativa.
Marca registrada dessa incompetente diretoria.
Nunca o adeus deveria ter partido da boca de César Sampaio.
Mas de quem viveu, sofreu e comemorou tanto pelo Palmeiras.
Marcos parou porque não combinava com tanta decadência.
Nem Leão ou Oberdan Cattani tiveram tanta identificação com o clube.
Com a torcida.
Marcos era todo errado para o futebol moderno, sincero demais.
Sem frases feitas.
Dispensava assessores de imprensa.
Não conseguia se calar diante das injustiças.
Comprou brigas que não eram suas.
Tomou cafezinho durante jogo.
Fez defesas absurdas.
Falhou poucas e inesquecíveis vezes.
Nunca se escondeu, culpou a bola, o gramado.
Se o time era ruim, dizia e ponto final.
E como pegou times ruins que o Palmeiras montou nos últimos anos...
Acompanhei de perto a maior parte de sua carreira.
Aprendi a respeitá-lo como nunca respeitei nenhum jogador.
Sua sinceridade era cativante.
Jogador de caráter único.
O primeiro contato que tive com ele foi há exatos 19 anos.
Quando começava sua carreira no Palmeiras.
Ele era o terceiro goleiro do time que tinha Velloso como titular.
A equipe estava em Atibaia concentrada.
Naquele tempo a imprensa podia ficar no mesmo hotel.
Acordo de manhã e vou para o treinamento.
Me assusto com o que escuto.
"Vai tomar no ...
Filha da p...
Eu tinha dito que esta porra não estava curada."
Era um goleiro de mullet, cabelo comprido atrás, moda nos anos 80.
Ele xingava os médicos e pulava em um pé só.
O seu tornozelo estava inchado.
"Esse é um louco, mas será um dos melhores goleiros da história do Palmeiras.
Se não for para o hospício", vaticinava Valdir Joaquim de Morais.
Excepcional arqueiro da história do clube.
E primeiro preparador de goleiros da história.
Pude acompanhar por décadas o talento e a caipirice de Marcos.
Corintiano na infância, tinha um prazer a mais em jogar contra o clube que amava.
"Aprendi a amar o Palmeiras.
Amor novo é muito melhor", dizia, quando provocado.
Ele não podia negar a primeira paixão, revelada para a imprensa por seus pais.
Mas pelo Palmeiras ele foi além do que se esperava de um goleiro profissional.
Foi além do seu corpo.
Teve dores lancinantes.
Joelho, bacia, ombro, punho.
Tomou infiltrações, chorou no vestiário.
Disfarçava.
"Eu não consigo fechar a mão esquerda.
Também, que se foda, não sou costureira.
Sou goleiro", desabafou em uma conversa descontraída.
Esse foi um dos motivos que o fizeram não ir para o Arsenal em 2003.
Foi um dos motivos.
O outro foi o apego aos pais em Oriente, sua caipirice e seu amor ao Palmeiras.
"Aqui eu me sinto em casa.
Vou ter um intérprete grudado em mim.
Passar frio, não saber nem o que comer.
O Palmeiras me deu um aumentinho, está ótimo.
A Inglaterra não precisa de mim.
E eu não preciso da Inglaterra.
Tenho o Palmeiras."
Marcos sempre foi sincero demais.
Até se prejudicar.
Teve uma séria crise respiratória no Palmeiras.
Ficou vários jogos sem poder jogar.
Descobri que estava fumando, o que sempre fez.
Publiquei a notícia, ele ficou irritado, pensei que haveria briga, desmentido.
"É verdade.
Vou fazer o quê?
Talvez fumar um pouco menos", disse ao dirigente do Palmeiras que pediu o desmentido que nunca houve.
Vanderlei Luxemburgo, Muricy e, principalmente, Felipão passaram pelo mesmo drama com ele.
"Não dá para calar o Marcão.
Ele não se controla.
Não esconde um problema.
Parece um torcedor no gol do Palmeiras.
Eu já desistir de mandar que ele cale a boca.
Ninguém cala o Marcão.
Nem eu", jogava a toalha, Luxemburgo.
Ele teve uma proposta que seria irrecusável do Corinthians.
Jantou em 2005 com Kia Joorabchian.
Poderia ganhar pelo menos o triplo que recebia no Palmeiras.
Kia queria o melhor goleiro do Brasil.
Marcos falou que iria pensar e no dia seguinte daria a resposta ao iraniano.
O seu contrato estava acabando no Palestra Itália.
Era só ir embora e ganhar mais.
"Eu fiquei acordado a noite inteira.
Pensei bem, e cheguei à conclusão que a torcida do Palmeiras iria me matar.
Eu se fosse torcedor também iria me matar.
Pensei bem e achei que não valia a pena me vender por um pouco a mais de dinheiro.
Ganhei uma merreca de aumento e fiquei.
Sabia que estava no lugar certo."
Outra mostra de coragem foi no rebaixamento do Palmeiras.
Fluminense, Vasco, Internacional, Cruzeiro tentaram convencê-lo a não disputar a Segunda Divisão.
Não combinava com goleiro pentacampeão do mundo.
Mas ele não quis nem saber.
Jogou em campos de dar vergonha em Ricardo Teixeira.
Comparou a pastos, sem o menor constrangimento.
E foi figura importantíssima na volta para a Série A.
"Fui para o inferno com o Palmeiras.
Não poderia fugir, virar as costas.
Me ralei todo em campos sem grama, mas voltamos.
Foi bom para aprender como é o inferno", brincou.
As histórias de Marcos se sucedem na lembrança.
Sem ordem cronológica.
Quando defendeu o pênalti de Marcelinho Carioca que levou o Palmeiras à decisão da Libertadores.
"Foi foda.
Sabia onde ele iria cobrar.
Tinha certeza que defenderia.
O nosso time era muito pior do que o do Corinthians.
Mas a nossa torcida precisava ter o gostinho de tirá-los da final da Libertadores.
Foi uma das maiores alegrias da minha vida."
No logo depois de uma disputa de pênaltis que vi Marcos tremer de alegria.
"Ser campeão da Libertadores é bom demais.
A primeira da história do Palmeiras.
Esse clube é sofrido demais.
Falam do Corinthians, mas aqui a gente sofre demais.
A nossa torcida é muito exigente, carente, sei lá.
Chega a ser apaixonada demais.
Aqui é céu ou inferno.
No inferno é um terror.
Mas no céu é mesmo o paraíso.
Não me lembro de estar tão feliz no futebol", dizia com a faixa de campeão da Libertadores, em 1999.
Chorou também e muito depois da decisão do Mundial de Clubes.
Ele falhou feio no gol do Manchester United.
"Foi a primeira vez que ouvi para valer um conselho de um treinador.
O Felipão falou, mostrou teipe, insistiu que os putos só cruzavam no primeiro pau.
Eu dei dois passos para ir para a bola e ela veio no segundo, atrás de mim.
E quando vi o cara chegando para marcar, pensei: "Meu Deus..."
Eu queria me enfiar em um buraco.
Para piorar de vez, o nosso time perdeu uns três gols.
Fiquei para a história como o vilão da final do Mundial do Palmeiras.
Só comigo acontece essas porras.
Herói, santo na final da Libertadores.
E depois o vilão do Mundial.
Eu não merecia isso", desabafou.
Soube que ele passou a noite inteira depois da decisão contra o Manchester United chorando.
Mas o destino lhe deu a chance de se vingar dos ingleses, do mundo.
Na Copa do Mundo de 2002.
"O Felipão foi foda.
Falou que eu seria o goleiro dele e ponto final.
Nossa, não sei o que me deu.
Eu fiquei tão contente, tão confiante que tinha de ganhar aquela Copa.
Não perderia de novo um Mundial.
O time era sensacional, mas sei que dei a minha ajudinha."
A partida que ele mais gostou foi a que culminou com a eliminação da Inglaterra.
"Deu mesmo um gostinho especial.
Esses ingleses me fizeram sofrer demais em 1999.
Demorou três anos, mas dei o troco."
Voltamos juntos para o Brasil, no mesmo voo.
Ele estava completamente encantado.
"Ainda não acredito.
Parece que foi um filme, um sonho, sei lá.
Não acredito que eu sou campeão do mundo.
Parece mentira, uma pegadinha.
Não acredito que eu mereço tanto."
Encontrei Marcos novamente na saída de um banco.
Na agência que os torcedores bateram em Vagner Love.
"Eu não estou aguentando mais de tanta dor.
Cada treino é um sacrifício para mim.
Principalmente o joelho esquerdo.
Fico triste pelo Palmeiras não estar bem.
Queria encerrar a minha carreira com uma grande festa.
Com o time campeão, todos felizes."
Mas esse último pedido ao destino não foi realizado.
O joelho esquerdo está em petição de miséria.
Depois de cada treino, ele incha pedindo clemência.
A incompetente atual diretoria queria que sua despedida fosse contra o Ajax.
Coisa improvisada, agora em janeiro.
Chegou o seu recado, sincero.
Ele não quis, de jeito nenhum.
Há a versão que soltou alguns palavrões.
A mensagem chegou.
Foi entendida.
Marcos quer dois meses para férias e se preparar para o seu último jogo.
Por mais incompetentes que sejam, os dirigentes vão organizar uma festa digna.
É o mínimo que ele merece.
O goleiro de melhor personalidade, mais sincero a vestir a camisa palmeirense.
De tanto talento, coração.
Marcos não merecia menos.
Por maior que seja a estátua no Palestra Itália, ela será pequena.
Diante de uma carreira tão brilhante com a camisa 12.
Marcos era a única coisa boa no atual Palmeiras.
Tristes torcedores do time verde.
Perderam o maior motivo de ir ao estádio.
Mas vão poder desafiar para sempre os rivais.
Ninguém teve Marcos.
Só o Palmeiras..

(fonte: r7 e blogdocosmerimoli) Por Iran SPFC)

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