Morte em Las Vegas. Dan Wheldon: 22/6/1978 - 16/10/2011 (Especiais da Bola)

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Assim como fizemos com o time de hóquei no gelo Yaroslavl HC Lokomotiv que sofreu um acidente de avião, mas uma vez o especiais da bola essa semana é triste, uma homenagem ao piloto Dan Wheldon, que faleceu neste fim de semana na ultima corrida do ano da Indy.




Dan Wheldon - Reprodução
DanWheldon faleceu domingo (16) em decorrência de um gravíssimo acidenteno início da etapa da Indy em Las Vegas. O piloto inglês estava na 24ªcolocação quando se envolveu na batida ao ser arremessado com violênciacontra o alambrado. O resgate de Wheldon foi muito delicado e osmédicos tiveram dificuldade em tirá-lo do carro. Enquanto isso, oscomissários afastavam os demais pilotos do redor do inglês. Wheldon foilevado para o University Medical Center em Las Vegas, onde nãoresistiu. Nascido no dia 22 de junho de 1978, o piloto deixa esposa,Susie Behm, e dois filhos Sebastian, de 2 anos, e Oliver, sendo um bebêde apenas seis meses.
A decisão do título começou umacidente tão cinematográfico quanto trágico na 12ª volta da corrida. Aomenos 15 carros se envolveram uma múltipla batida, incluindo WillPower, um dos candidatos ao título. Com o abandono do australiano,Dario Franchitti, que escapou do acidente, é o campeão de 2011 da Indy.A batida provocou bandeira vermelha. E não houve comemoração, sócondolências à família.

Acidente ocorreu na 12ª volta - Getty Images
Oacidente começou com um toque entre Wade Cunningham e James Hinchcliffena curva 1. O neozelandês, então, perdeu a traseira do carro e acabouatingido por outros pilotos. Ao todo, os envolvidos na batida são:James Jakes, Vitor Meira, Wade Cunningham, JR Hildebrand, TownsellBell, Jay Howard, Tomas Scheckter, Charlie Kimball, Paul Tracy, ErnestoViso, Alex Lloyd, Pippa Mann, Power e Buddy Rice.
Dan Wheldon chegou na Indy em 2002,pela Panther, depois de conquistar o vice-campeonato da F-Atlantic noano anterior. O piloto também competiu pela Andretti Green, pelaGanassi, pela equipe de Bryan Herta e, por último, para Sam Schmidt.Foi campeão em 2005 pela Andretti e venceu as 500 Milhas deIndianápolis, prova que viria voltar a conquistar em 2011.
Após a vitória, o piloto se tornou otestador oficial do novo carro da categoria, que estreia no próximoano. Wheldon foi o único piloto escolhido para participar da trágicaetapa de Las Vegas valendo os US$ 5 milhões. Caso ele vencesse,dividiria o prêmio com um fã.
A corrida foi paralisada na 12ª voltae acabou sendo cancelada em virtude da morte do inglês. Os demaispilotos, depois de longa reunião com a direção da Indy, decidirampercorrer cinco voltas na pista de Las Vegas para homenagear o colega.
Título sem coroa –Dario Franchitti alcançou o quarto título da Indy e seu terceiroconsecutivo. No entanto, sua conquista foi completamente ofuscada pelatragédia que ceifou a vida de seu ex-colega de Andretti, Dan Wheldon.Certamente, o escocês terá poucos motivos para comemorar depois de diatão trágico para a história do automobilismo.
O tetracampeonato de Dario reflete umadas carreiras mais bem bem-sucedidas de um piloto nos Estados Unidos,com excelente desempenho do escocês em pistas ovais e pela extremaregularidade. Além disso, o triunfo expõe umas das parcerias maisvitoriosas da história da Indy, entre Franchitti e a Ganassi.
Embora tenha construído a base de suacarreira na Europa, foi nos EUA que o marido da atriz Ashley Juddencontrou o sucesso e os títulos. Franchitti, claro, iniciou pelascategorias de monopostos tradicionais na Inglaterra. Mais tarde, aos 22anos e lembrando, inclusive, o caminho do primo Paul di Resta,Franchitti trocou os fórmulas pelos carros de turismo do DTM.

Dario Franchitti chora pela morte de seu amigo Wheldon - Reprodução
Lágrimas
– Dario Franchitti manifestou sua profunda tristeza com a morte de DanWheldon. O escocês, que conheceu Wheldon ainda criança, falou sobre ainstabilidade da vida. "Neste momento, estou paralisado e sem palavras.Num minuto, você está brincando com ele na sala dos pilotos, e em outroele se foi. Ele tinha seis anos quando eu o encontrei pela primeiravez. Ele era uma criança. Depois, você sabe, ele foi meu companheiro",relembrou Franquitti.
Foram dois anos na categoria alemã,sendo que o melhor resultado aconteceu em 1996, com o quarto lugar naclassificação. O ano seguinte marcaria o início da carreira deFranchitti nos EUA. Foi por meio da ligação com a Mercedes no DTM que ojovem escocês conseguiu a vaga na equipe Hogan da Champ Car. Franchittificou por lá apenas uma temporada.
Depois, veio a transferência para aGreen e o vice-campeonato em 1999, depois de uma dura batalha contraJuan Pablo Montoya, o campeão daquele ano. O escocês ainda sofreu com amorte do amigo Greg Moore no final daquela temporada. E viveu em 2000um dos piores anos da carreira, apesar da chance na F1.
Dario, como tantos outros, flertou coma categoria máxima. Mas o contato veio apenas como piloto de teste naJaguar em 2000, por influência do compatriota e mentor Jackie Stewart.E não passou disso. Sem chance de garantir um lugar como titutar,Franchitti decidira permanecer nos EUA.
Em 2002, a Green decidiu correr nas500 Milhas de Indianápolis pela então IRL, dada a separação dascategorias. Dario foi apenas o 19° na prova. A transferência para acategoria de Tony George aconteceu no ano seguinte, junto com aparceria entre a Green e a Andretti.
Na Indy, o primeiro título veio em2007, depois de quatro vitórias, incluindo as 500 Milhas. No anoseguinte, temporada que marcaria a unificação de IRL e Champ Car,Franchitti iniciou a parceria que hoje o tornou tetracampeão na Indy.Com a equipe de Chip Ganassi, o escocês decidiu alçar voos mais altos efoi correr na Nascar em 2008. A transferência, no entanto, não foi dasmais bem-sucedidas e o piloto acabou retornando à Indy em 2009.
A partir daí, Franchitti colecionouvitórias e três títulos consecutivos (2009, 2010 e 2011), sempre pelaGanassi. Os últimos três anos, a soma Ganassi/Franchitti tem semostrado das mais vitoriosas. Foram 12 triunfos, incluindo as 500Milhas de Indianápolis ano passado.
Experiente, Franchitti lamentou ocomportamento de alguns pilotos pouco antes do acidente que envolveuquinze carros e vitimou Wheldon. "Pude ver que, com cinco voltas, aspessoas começaram a fazer coisas malucas. Gosto de disputas duras, masnão era isso que estava acontecendo", afirmou o tetracampeão.

Consternação de Castroneves - Reprodução
Lembranças
– "Estamos arrasados". Assim Helio Castroneves definiu o clima na Indycom a morte de Dan Wheldon. "É tão difícil falar nessas horas... Não éconcebível a morte de um jovem justamente num esporte que amamos tanto,que é vida, alegria, emoção. Claro que o automobilismo tem seus riscos,mas a morte não faz parte da cartilha do esporte, não pode fazer parte,entende? Não temos controle do nosso destino e muito menos sabedoriapara entender o porquê das coisas", disse Castroneves, por meio de nota.
"O Dan era um cara tão legal, meuDeus, alegre, estava sempre de bom humor. Um cara desses que a gentesente satisfação em conhecer. Ele tinha um filho na idade da Mikaella eoutro bebezinho de alguns meses", completou.
"Então, todos nós estamos arrasados,com o coração apertado. É uma perda enorme, do profissional, do cidadãoe do pai de família. Só tenho de orar muito para que sua alma sejarecebida com todas as glórias no Reino de Deus e que ampare suafamília. Que a gente possa sempre lembrar do Dan como esse cara genial,que todos nós aprendemos a gostar, e vamos sentir muita, mas muitafalta, mesmo", finalizou.

Kanaan chorou - Reprodução
TonyKanaan, parceiro de equipe do britânico na Andretti entre 2003 e 2007,não conseguiu conter as lágrimas. Minutos depois, através de sua contano Twitter, o piloto, que liderava a corrida no momento do múltiploacidente que ceifou a vida do amigo, demonstrou sua consternação.
“Sem palavras. Eu e muitos outrosestamos desolados. Oro por Suzi (esposa de Wheldon) e pelas crianças,que Deus lhes dê conforto”. “Perdi um dos meus melhores amigos. Perdium dos meus maiores companheiros de equipe”, lastimou o brasileiro,prestando reverência à sua memória. “Sem palavras para descrever oaperto no coração. Vai com Deus, meu amigo, te vejo do outro lado.”
"Perdi um grande amigo quando o GregMoore se foi em 99, e agora o Dan em uma situação muito semelhante. Eletrabalhou tanto para estar no grid esse ano e estava tão feliz de estaraqui... Tivemos tantos bons momentos em nossas carreiras, tantosmomentos bons como amigos", afirmou Kanaan, já em nota.
"É muito triste, todos nós pilotossabemos que existe sempre um risco toda vez que colocamos o carro napista, mas, no fundo, nunca pensamos nisso. Meus sentimentos vão para afamília do Dan, pais, irmãos, esposa e filhos. Ele se foi fazendo o queamava fazer, mas vai ser muito difícil saber que ele não estará maispor perto", completou.
Vitor Meira, piloto da Foyt, foi umdos 15 envolvidos no acidente que tirou a vida de Wheldon. Também peloTwitter, o brasileiro demonstrou seu pesar pelo falecimento dobicampeão das 500 Milhas de Indianápolis neste domingo. “Isto não écerto. Não podia acontecer. Vai com Deus, Dan!”, escreveu o brasiliense.

Veja abaixo o vídeo da corrida em Las Vegas:

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